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Proclus Diadochus

Para iniciar-se mais uma vez nos mistérios do Um: Elementos de Teologia, 31, 32, 35!!!

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Proclus Diadochus                                                                             Para iniciar-se mais uma vez nos mistérios do Um                                                                            Elementos de Teologia, 31, 32, 35!!!

1 [31] Todo ser que procede de um princípio se converte por essência para este do qual ele procede. Se procedesse sem se converter para a causa desta processão, não aspiraria a esta causa.
Pois todo ser que aspira se converte para o termo de sua aspiração. Ora, todo ser tende ao Bem, e cada um o atinge atarvés de sua causa a mais próxima. Portanto, cada um aspira à sua própria causa. Isso porque, com efeito, vindo a cada um o ser é também isto pelo qual lhe vem seu bem. E isto pelo qual lhe vem seu bem é o primeiro termo de sua aspiração. Enfim o primeiro termo da aspiração é também isto a que visa a conversão.

2 [32] A lei de toda conversão é a semelhança dos seres que se convertem ao termo de sua conversão.
Em se convertendo, um ser busca reunir-se inteiramente ao termo inteiro de sua conversão, aspira a gozar de sua comunicação e a se ligar a ele. Ora, o que liga os seres entre si é a semelhança, tal como o que os distingue e os dissocia é a dessemelhança. Portanto, se a conversão é uma sorte de comunhão e conjunção, e se toda comunidade e toda conjunção se efetua por semelhança, toda conversão efetuar-se-á por semelhança.

3 [35] Todo efeito a um só tempo permanece em sua causa, dela procede e para ela se converte.
(a) Se o efeito se contentasse em permanecer em sua causa, ele em nada diferiria da causa, sendo indistinto, pois a processão vai de par com a distinção. Se ele não fizesse mais que proceder, ele não teria nenhum ponto de coincidência nem de acordo com a sua causa, não tendo com ela nada em comum. Se ele se limitasse a se converter, perguntaríamos: como um ser que não teria um princípio de sua substância poderia orientar sua conversão substancial para este princípio a ele estranho?

(b) Se permanecesse em sua causa e procedesse sem se converter, como poderia haver em cada ser uma aspiração de natureza para seu bem e para o Bem, e uma tendência para seu gerador? E se procedesse e convertesse sem permanecer em sua causa, como um ser que é descartado de sua causa buscaria coincidir com ela, dado que ele não teria nenhum ponto de coincidência com ela antes deste descarte? Isso porque, se ele tivesse um ponto de coincidência, seguramente, deste ponto de vista, ele permaneceria nela. Enfim, se ele permanecesse em sua causa e se convertesse para ela sem proceder, como um ser que permanece indistinto de sua causa poderia se converter para ela? Pois tudo o que se converte se assemelha a um ser que se resolve neste do qual se divide por essência.

(c) É preciso que (aa) ou bem um ser somente permaneça em sua causa, ou bem que ele somente se converta ou bem que ele unicamente proceda, (bb) ou bem que ele reúna o intermediário com um ou com o outro dos dois extremos, ou enfim que ele cumule todas as hipóteses, (cc) ou bem que ele conjugue os dois extremos.

(d) Resta, portanto, que todo efeito a um só tempo permaneça em sua causa, dela proceda e para ela se converta.