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Para além dos princípios do Moderno e do Pós-moderno:
Pela suprassunção da Subjetividade e a Intersubjetividade!
Para além da oposição entre o Moderno e o Pós-moderno, com a suprassunção de seus princípios histórico-universais – a Subjetividade e a Intersubjetividade –, o Projeto Metaphysica Speculativa se põe como tarefa retomar e desenvolver o Idealismo especulativo e a Tradição dialética na totalidade de suas epoptias.
De modo mais específico, trata-se de se retomar os elementos fundamentais da Mistagogia do Uno [Enòs mystagogían] e desenvolver suas funções constituintes imanentes aos mesmos – em seu tempo circunscritas ao projeto procliano de uma Platona Theologiaz –, no âmbito de sua mediação com o projeto hegeliano da “eigentliche(n) Metaphysik oder reine spekulative Philosophie”; os quais, cada um a seu modo, se puseram uma única e mesma tarefa: Conceber as diferenças, determinadas como totalidades, em sua unidade.
Proclus e Hegel foram os dois únicos filósofos que, depois de Platão, e até aqui, se puseram a pensar os limites, as contradições e as insuficiências de seu tempo presente no âmbito da passagem efetiva do tempo passado ao tempo futuro; de onde o primeiro constituir-se como o verdadeiro ponto de passagem do mundo antigo ao Cristianismo – ou, para nos utilizarmos de uma metáfora do próprio Platão (e sua apropriação e desenvolvimento por Agostinho), da Segunda à Terceira navegação – e o segundo, por assim dizer, do mundo moderno à época pós-religiosa de nosso tempo ora presente.
O que, segundo a concepção de Proclus e Hegel, exige a retomada e o desenvolvimento do próprio ponto de partida e dos momentos passados de seu desenvolvimento anterior até o presente – bem como, sobretudo, dos princípios constitutivos de cada um – para que um novo começo possa se instituir de modo efetivo; ao se instituir tal começo, a tarefa da suprassunção acima aludida será justamente, e mais uma vez, como dizia Hegel, “o retorno da diferença à relação simples consigo mesmo” (E., 1830, § 85, caput), retorno esse que – como tal – se funda na manência mesma de seu ponto de partida.
A questão final, a única realmente importante, é que não se trata mais de um retorno a partir do exterior e contingente ao qual a simples Realität – que, embora aparente, não se deve confundir com o mero sensível, – permanece subordinada; ao contrário, trata-se de um retorno a partir da Coisa mesma que aparece, daquela que como tal se dá a conhecer apenas dentro de si, – mediante a necessidade de sua expansão interior [para que, de um modo ou de outro, ela possa efetivar-se e, assim, aparecer] e da liberdade que essa alcança a cada elemento de suas sucessivas determinações – no âmbito de seu desenvolvimento efetivo e sua expansão racional.
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